Quanto tempo ainda temos, senhor de bolso? QUANTO TEMPO?
-Viva, é só isso que peço. Mas não se esqueça de amar, jovem. NÃO SE ESQUEÇA!
terça-feira, 31 de maio de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Faces pelas quais me apaixono
Adoro me apaixonar pelas várias faces que indagam minha percepção. Cabelos, corpos, olhos.. cada um com o seu próprio eu, me parecendo igual pelo interesse, mas diferente em cada gesto.
Não dá pra decifrar detalhadamente as muitas paixões que tive e que ainda tenho, são piscar de olhos.
Invadem meu campo de visão, e no instante parecido ao que se arredam, nada me permitem observar além da beleza de seus rastros minuciosamente avaliados nas percorridas de olhos que convém.
Nada me impede procurar a alma de cada paixão minha. E se não as encontro ali, quando passam, ainda tenho muito tempo em meus sonhos para fazê-lo.
Ocupo futilidades a observar pessoas, roubando seu pedaço de vida que se deixa revelar naquele momento, dando valor a cada rosto que me parece ser interessante analisar.
Ah...
Como eu adoro me apaixonar!
Não dá pra decifrar detalhadamente as muitas paixões que tive e que ainda tenho, são piscar de olhos.
Invadem meu campo de visão, e no instante parecido ao que se arredam, nada me permitem observar além da beleza de seus rastros minuciosamente avaliados nas percorridas de olhos que convém.
Nada me impede procurar a alma de cada paixão minha. E se não as encontro ali, quando passam, ainda tenho muito tempo em meus sonhos para fazê-lo.
Ocupo futilidades a observar pessoas, roubando seu pedaço de vida que se deixa revelar naquele momento, dando valor a cada rosto que me parece ser interessante analisar.
Ah...
Como eu adoro me apaixonar!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Sonhos que abraçam por mim
De momento não direi que tenho inveja ou cobiça, mas que os sonhos dos outros realizam-se baseado nos meus. E os meus... não se realizam, simplesmente.
Meu maior erro? -Talvez ter enfiado o fracasso na mente, tão fundo que chegou tocar a alma.
Meu maior erro? -Talvez ter enfiado o fracasso na mente, tão fundo que chegou tocar a alma.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Volvo agora em desalentos
Ando não me dando conta da vida.
Peguei minha senha, meu nome e vim ver o que se passou por aqui. Esperava algum milagre, talvez. Algum texto postado que eu não me lembrasse. Nada.
Verdade que esqueci, ou por falta de vontade mesmo, das minhas paixões. Nem mesmo coragem tive de passar do papel que rasga pra este que é intocável. Parece que tudo falta.
Ando desatenta de mim.
Nada significou o fim daquele ano, muito menos o começo deste que caminha, já, entediado. Falta ânimo, coragem, ação.. planos é que tenho demais.
E vejam quanta coisa perdi, quantos textos maravilhosos adiei ler, e quantos ainda deixei pra trás e não escrevi. Uma vez não escritos já não se pode voltar atrás.
Ensaiei tudo, caros, por tanto tempo! Para que no final pudesse postar esse fracasso.
Peguei minha senha, meu nome e vim ver o que se passou por aqui. Esperava algum milagre, talvez. Algum texto postado que eu não me lembrasse. Nada.
Verdade que esqueci, ou por falta de vontade mesmo, das minhas paixões. Nem mesmo coragem tive de passar do papel que rasga pra este que é intocável. Parece que tudo falta.
Ando desatenta de mim.
Nada significou o fim daquele ano, muito menos o começo deste que caminha, já, entediado. Falta ânimo, coragem, ação.. planos é que tenho demais.
E vejam quanta coisa perdi, quantos textos maravilhosos adiei ler, e quantos ainda deixei pra trás e não escrevi. Uma vez não escritos já não se pode voltar atrás.
Ensaiei tudo, caros, por tanto tempo! Para que no final pudesse postar esse fracasso.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O mundo que ela tem
Vem tentar que a tristeza vá embora. O pouco de tempo que anda em seu mundo a deixa se desligar e a entrar numa realidade a qual não pode se identificar e fazer com que as coisas aconteçam do seu modo. Ela precisa de um lugar bonito, com as pessoas que ama e que não a amam. Um tanto de drama e sofrimento para que algo possa sair de seus dedos e mente. Ela se sentirá real, se assim for. Loucura é que já não sabe se existe ou se são só pensamentos. Ainda, faltam-lhe resolver sobre a culpa que se dá, sobre a consciência que já lhe pesa. Ela nem mesmo sabe se quer o que pensa querer. Sabe, e ponto, que sente um aperto gostoso só de pensar que vai acontecer de verdade.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Batatas à meia-noite
Logo ali, na cozinha, não sei se são minhas lágrimas que descem fervendo ou se são os respingos de óleo que queimam enquanto choro por dentro e frito batatas.
Anseio saber que está tudo bem, que você se arranjou, que voltou pra casa segura. E temo, em tempo igual, que esteja em perigo ou sem abrigo e sem meu eu pra te agasalhar.
Se por acaso, ou por amor mesmo, seus olhos me pedem calma e não-preocupação, eu entendo que está pedindo para que eu não te ame do meu jeito de amar e que é só seu o direito de cuidado comigo. Me parece egoísta.
Não vai admitir que eu chore por banalidades ou por você. E vai teimar pro resto da vida. Sou insistente.
Se duvido ou choro, se preocupo ou pergunto demais, se te pressiono às vezes ou sempre é porque tô tentando ganhar meu direito de te amar.
sábado, 25 de setembro de 2010
Retomando o que era demais pra mim.
"Queria ter a delicadeza de quem tem as mãos suaves.
Queria beijar como quem beija com prazer.
Queria sentir o que se sente quando se ama
E ver seus olhos olhando os meus.
E ver seus olhos olhando os meus.
Queria ser tão simples.
Queria ser inteiramente mulher.
Queria ter vaidade-moda
Mas isso não me incomoda.
Porque sei como quero ser.
Minha mente se confunde
e já não sabe do que é capaz.
O que eu queria era que alguém pudesse me amar;
porque eu já amo demais."
Queria ser inteiramente mulher.
Queria ter vaidade-moda
Mas isso não me incomoda.
Porque sei como quero ser.
Minha mente se confunde
e já não sabe do que é capaz.
O que eu queria era que alguém pudesse me amar;
porque eu já amo demais."
O fato é que tudo isso é verdade, de verdade.
Tá certo que eu mudaria a última linha, do segundo parágrafo, para: "Porque sei como sou." ou "..como devo ser."
Um pequeno erro, e lá vai o texto todo pro ralo.
Mas não é disso que preciso falar.
Confesso: eu não tenho vaidade mesmo! E não me faz falta. BUT, infelizmente, faz falta pra minha mãe. Porque eu tenho a obrigação de querer ter o que ela não teve. Isso é que me rouba a loucura!
domingo, 5 de setembro de 2010
Meu Pretérito-perfeito-presente
Disseram-na um dia que se encontrava distante, que seu olhar andava longe e que já não era mais a mesma.
Ela tentava disfarçar. Mas talvez estivesse mesmo distante, perdida. Não era em lugar algum, mas em seu próprio conflito interno.
A confusão de sua mente a deixava sem razão. Olhava mas não via, ouvia mas não escutava; falava, mas era uma fala automática.
Zumbia, zunzunzava pela casa.
Tentava enxergar no espelho sua alma, mas era demasiada louca e nada visava além de seus olhos vermelhos e suas pálpebras semi-fechadas arroxeadas; pelo muito tempo que chorou.
Nada havia então de fazer.
Pensou. Chorou. Rezou. Chorou e começou a rezar. Rezou e começou a chorar. Não deixou de pensar e parou por uns instantes.
Colocou-se a possibilidade de uma nova vida. Mas não dá pra esquecer assim das coisas. Fugir era uma boa opção. O medo é que era o maior obstáculo.
Conversou. Tentou chegar a um acordo. Mas se só um lado cede [assim pensava], só um lado tem de sofrer.
Não soube, por fim, escolher.
Antes, brigou. Se fez como quem podia se impor. Fracassou.
Ligou o chuveiro. Deixou que água a tomasse em soluços e catarros. E os nós engasgados que a água não deu conta de levar.
Procurou no silêncio uma resposta, que não vinha.
Deixou-se enlouquecer.
Ligou. Chorou. Lamentou. Pediu desculpas. Se arrependeu. Voltou atrás. Ligou denovo e ficou em dúvida sobre o que iria fazer. Deixou acontecer. Não aconteceu nada; ou ela fingiu que não.
Então ela se acalma, pensa com cuidado e desenvolve uma alternativa. Só uma.
Decide procurar ajuda - não de médico mas - de alguém a quem pertence a mais bela das almas; o mais puro coração que Mariana conheceu. E ela sabe quem é.
Não é padre. Nem pastor. Nem mesmo é Deus, porque nesse ponto já não tem certeza de nada. A verdade é que ela não consegue ouvi-lo.
Pensa mais um pouco.
Formula algumas questões. Simula algumas soluções.
Ela sabe o que tem que fazer-.
sábado, 28 de agosto de 2010
Apelo
Hoje quero jogar tudo pro alto. Sair correndo em qualquer direção e gritar uma frase sem o menor nexo pro mundo todinho ouvir.
Quero abusar das idiotices e dos sorrisos. Colocar limite na dor maxilar e rir até cair no chão e molhar as calças. Depois eu iria roubar o fôlego de cada um, pois é essa canseira pós riso que eu quero ter para o resto da minha jornada de trabalho, quando eu tiver um.
E quero que me façam cócegas.
Quero pular do lugar mais alto do mundo e dizer que sou livre; quero não ter paraquedas e voar. Ousar, subir a montanha mais gelada e surfar nas dunas mais quentes. Quero ir ao extremo do meu eu, do seu eu e do eu do mundo. Viver intensamente e diferenciar-me dos intensamentes alheios. Quero sincronizar-me à todos os fusos e poder ser tudo o que quero ao mesmo tempo. Andar de bicicleta até corroerem as minhas pernas ou os pneus, que seja.
Quero obrigar-te a andar a pé de mochila comigo pelo resto do caminho, porque já se foram os pneus, mas restam-nos os solados e os calcanhares.
Quero viver.
Azul.
Assim como as águas dos oceanos, coloridas por pigmentação que eu não sei explicar, são seus olhos. E são inteirinhos pra mim.
Dos céus, onde encontro paz e é tão lindo, encontro também os seus azuis batendo de frente com os meus avelãs- tão sem graça.
Dos fios que me trazem energia, do caderno que me dá folhas brancas e limpas para poder escrever-te um poema, das garrafinhas de água em que me hidrato umas quatro vezes por dia, do chão da minha casa, que mesmo escuro não deixa de ser azul, e das porradas de coisas que me lembram você e seus lindos olhos cor de metamorfose, que ora são azuis como os limpos céus ora são da cor da tempestade como nuvens cinzas. E não se acanham ao ficarem esverdeados e com pupilas enormes para provocar e mostrar-me o quanto são capazes.
E se posso te amar assim como amo os céus, os oceanos e as garrafinhas, posso também amar o azul assim como amo seus olhos. E são inteirinhos pra mim.
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