Mostrando postagens com marcador O eu que eu não mostro nem gosto mas que às vezes me escapa. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mísero segundo

Com minha eloquência inauguro-me uma nova sensação: a fúria fácil dos meus nervos que corre em meus vasos por um instante e permanente, limita meu ser humano a um animal e só. Nunca houve tanta calma depois de um poema.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sonhos que abraçam por mim

De momento não direi que tenho inveja ou cobiça, mas que os sonhos dos outros realizam-se baseado nos meus. E os meus... não se realizam, simplesmente.
Meu maior erro? -Talvez ter enfiado o fracasso na mente, tão fundo que chegou tocar a alma.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O mundo que ela tem

Vem tentar que a tristeza vá embora. O pouco de tempo que anda em seu mundo a deixa se desligar e a entrar numa realidade a qual não pode se identificar e fazer com que as coisas aconteçam do seu modo. Ela precisa de um lugar bonito, com as pessoas que ama e que não a amam. Um tanto de drama e sofrimento para que algo possa sair de seus dedos e mente. Ela se sentirá real, se assim for. Loucura é que já não sabe se existe ou se são só pensamentos. Ainda, faltam-lhe resolver sobre a culpa que se dá, sobre a consciência que já lhe pesa. Ela nem mesmo sabe se quer o que pensa querer. Sabe, e ponto, que sente um aperto gostoso só de pensar que vai acontecer de verdade.

domingo, 5 de setembro de 2010

Meu Pretérito-perfeito-presente

Disseram-na um dia que se encontrava distante, que seu olhar andava longe e que já não era mais a mesma.
Ela tentava disfarçar. Mas talvez estivesse mesmo distante, perdida. Não era em lugar algum, mas em seu próprio conflito interno.
A confusão de sua mente a deixava sem razão. Olhava mas não via, ouvia mas não escutava; falava, mas era uma fala automática.
Zumbia, zunzunzava pela casa.
Tentava enxergar no espelho sua alma, mas era demasiada louca e nada visava além de seus olhos vermelhos e suas pálpebras semi-fechadas arroxeadas; pelo muito tempo que chorou.
Nada havia então de fazer.
Pensou. Chorou. Rezou. Chorou e começou a rezar. Rezou e começou a chorar. Não deixou de pensar e parou por uns instantes.
Colocou-se a possibilidade de uma nova vida. Mas não dá pra esquecer assim das coisas. Fugir era uma boa opção. O medo é que era o maior obstáculo.
Conversou. Tentou chegar a um acordo. Mas se só um lado cede [assim pensava], só um lado tem de sofrer.
Não soube, por fim, escolher.
Antes, brigou. Se fez como quem podia se impor. Fracassou.
Ligou o chuveiro. Deixou que água a tomasse em soluços e catarros. E os nós engasgados que a água não deu conta de levar.
Procurou no silêncio uma resposta, que não vinha.
Deixou-se enlouquecer.
Ligou. Chorou. Lamentou. Pediu desculpas. Se arrependeu. Voltou atrás. Ligou denovo e ficou em dúvida sobre o que iria fazer. Deixou acontecer. Não aconteceu nada; ou ela fingiu que não.
Então ela se acalma, pensa com cuidado e desenvolve uma alternativa. Só uma.
Decide procurar ajuda - não de médico mas - de alguém a quem pertence a mais bela das almas; o mais puro coração que Mariana conheceu. E ela sabe quem é.
Não é padre. Nem pastor. Nem mesmo é Deus, porque nesse ponto já não tem certeza de nada. A verdade é que ela não consegue ouvi-lo.
Pensa mais um pouco.
Formula algumas questões. Simula algumas soluções.
Ela sabe o que tem que fazer-.